Diabetes gestacional: o que é, riscos e tratamento

Você recebeu o diagnóstico ou está preocupada com a chamada Diabetes Gestacional? Se sim, este artigo completo foi feito para você. No nosso novo guia, descubra o que é a Diabetes Gestacional, quais os riscos envolvidos, sintomas, diagnóstico e tratamento. Vamos nessa!

Gestante com glicemia de 147 mg/dL

O que é Diabetes Gestacional?

A Diabetes Gestacional é o surgimento da Diabetes no período da gravidez, geralmente a partir do terceiro trimestre de gestação.

No decorrer da gestação, para garantir o crescimento do bebê, a mulher passa por algumas mudanças em seu equilíbrio hormonal. A placenta, por exemplo, é uma fonte essencial de hormônios que diminui a atividade da insulina, responsável pela captação e uso da glicose pelo organismo. Isso serve para que uma maior quantidade de glicose deixe de ir para a mãe e passe para o bebê. Assim, na gestação, ocorre uma resistência à insulina. O pâncreas, posteriormente, eleva a sua produção de insulina para tentar compensar essa situação, gerando hiperinsulinemia.

No entanto, em algumas gestantes, esse procedimento não acontece da maneira ideal: a resistência à insulina passa a ser muito grande, elevando os níveis de glicose e insulina de maneira perigosa. É quando surge o quadro de diabetes gestacional, que tem como principal característica a elevação da taxa de glicose no sangue.

Fatores de risco

Os principais fatores de risco para Diabetes Gestacional são:

  • Mãe com idade avançada;
  • Muito aumento de peso ao longo da gravidez;
  • Obesidade;
  • Síndrome dos ovários policísticos;
  • História prévia gestacional de de bebês com peso igual ou superior a 4 kg;
  • Gestação prévia com diagnóstico de Diabetes Gestacional;
  • História familiar de diabetes em parentes de 1º grau (pai, mãe e irmãos);
  • História de Diabetes Gestacional na mãe da gestante;
  • Hipertensão arterial ngestação;
  • Gestação múltipla (gêmeos ou mais).

Sintomas da Diabetes Gestacional

É importante notar que, na maioria das gestantes com Diabetes Gestacional, a doença passa desapercebida, assintomática! Numa minoria, pode surgir aumento da sede e da frequência de urinar.

Isso reforça ainda mais a importância do acompanhamento pré-natal!

Diagnóstico e Exames

O diagnóstico de Diabetes Gestacional é feito através do Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG), também conhecido como Curva Glicêmica, entre 24 e 28 semanas de gestação. Os valores de referência são:

  • Jejum: 92 mg/dl
  • 1 hora: 180 mg/dl
  • 2 horas: 153 mg/dl

A Diabetes Gestacional é diagnosticada quando há alteração em dois ou três destes valores.

Riscos da Diabetes na Gestação para o bebê

Quando o bebê acaba exposto a uma quantia grande de glicose ainda no ambiente intrauterino, existe um risco aumentado de crescimento excessivo, a chamada macrossomia fetal e, como conseqüência, partos mais traumáticos.

O excesso de insulina produzido pela mãe acaba ultrapassando a barreira placentária e gera hipoglicemia neonatal.

Além disso, hoje sabemos que filhos de mães que tiveram Diabetes Gestacional têm até mesmo um risco maior de obesidade e a Diabetes Tipo 2 durante a vida adulta!

Como é feito o tratamento?

O tratamento da Diabetes Gestacional é realizado através da mudança dos hábitos de vida e ingesta de medicamentos com base em recomendação médica.

Em grande parte das vezes, esse controle da enfermidade pode ser alcançado através de uma orientação nutricional apropriada. Para cada etapa da gestação, uma quantia apropriada de nutrientes.

A realização de exercícios físicos é outra ação de grande serventia para diminuir as taxas glicêmicas. No entanto, os exercícios físicos só devem ser feitos após uma analise médica e da eliminação de qualquer contraindicação, como, por exemplo, o perigo de acabar precipitando um parto prematuro.

Além disso, as grávidas que não alcançam um controle apropriado através de dieta alimentar e exercícios físicos contam com a recomendação de associar ainda a utilização de insulinoterapia.

A utilização da insulina é segura ao longo da gestação. Vale frisar que a maioria das grávidas que tiveram algum problema em função da diabetes, quando recebem o tratamento apropriado, contam com um ótimo fim de gestação e parto e os bebês acabam nascendo perfeitamente saudáveis! 🙂

Cuidados recomendados para as gestantes

O histórico de diabetes gestacional é um fator de risco primordial para o aparecimento da Diabetes Tipo 2 no futuro da vida desta mãe. Cerca de seis semanas depois do parto, a mãe precisa efetuar um novo exame oral de tolerância a glicose, sem estar fazendo a utilização de remédios antidiabéticos.

Uma excelente notícia é que a amamentação materna pode diminuir o risco de surgimento da Diabetes depois do parto. Além disso, uma alimentação saudável e a realização exercícios físicos também fazem parte dessa fórmula “mágica” para evitar o aparecimento da doença.

Quem tem Diabetes Gestacional pode ter parto normal?

Sim. Se a Diabetes na Gestação foi controlada com cuidado através de um pré-natal correto, ela não é uma contraindicação ao parto normal.

Apesar disso, a gestante com Diabetes tem um risco maior de:

  • Parto prematuro
  • Período expulsivo prolongado
  • Necessidade de indução do parto com medicamentos
  • Lacerações do canal de parto
  • Infecção urinária
  • Hipertensão arterial, pré-eclâmpsia e eclâmpsia

A gestante com Diabetes Gestacional é uma gestante de alto risco. Por isso, é essencial a realização de um pré-natal adequado, com um bom número de consultas e realização dos exames de controle.

E você, tem ou teve Diabetes Gestacional? Conte para nós sua experiência!

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Clínico geral, formado pela PUC-PR, com experiência no tratamento de pacientes com doenças crônicas como Diabetes e Hipertensão. Residente do primeiro ano de Oftalmologia no Hospital de Olhos de Sorocaba (HOS). Co-fundador da startup MedSimples de Medicina & Saúde. Desenvolvedor web, especialista em SEO e redator de artigos voltados à educação em saúde para o público leigo há mais de 8 anos.

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